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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A GUERRA DO SEQUEIRO DO ESPINHO – José Pereira da Costa


A guerra do Sequeiro do Espinho


            Os anos entre 1916 e 1920 foram para esta região quatro anos de fenômenos e grandes acontecimentos, a começar pelo desenvolvimento principalmente na região do Sequeiro do Espinho, onde o Cel. Misael estava comprando fazendas de cacau, emprestando dinheiro a juros sob hipotecas e reconhecimento de débitos. Como tudo indicava que ia de vento em popa, Misael, aproveitando seu prestígio político, criou ali um distrito de Paz de Ilhéus, intitulado Ouro Preto, e foram também as autoridades componentes daquele distrito membros da família Badaró e seus apresentados.

            Às folhas tantas, os negócios tomaram sentido diferente: política, despotismo e mortes, em virtude das liquidações daquelas transações hipotecárias quitadas judicialmente,  se vendo seus auxiliares em polvorosa para conterem  a ira popular, daí aqueles liquidados procurarem justiça, vingança pessoal e até mesmo a intervenção de terceiro, como aconteceu com a intervenção do Cel. Basílio de Oliveira em favor de alguns prejudicados. Estes, com aquelas liquidações, formaram um número tão grande, que o Cel. Basílio precisou facilitar terras de sua Fazenda Corcovado, para o indivíduo começar sua vida, chegando a vez de Francisco Mendes. Chico Mendes se dizendo prejudicado por Sinhô, subdelegado de Ouro Preto, tocalhou-o e feriu-lhe a tiros de repetição. Sinhô, que andava em disparada, conseguiu chegar a Ouro Preto ainda com vida, mandando uma escolta prender Francisco Mendes, vivo ou morto, tendo aquela escolta o encontrado em frente a fazendo do senhor Tomás Barra, embaixo de uma barcaça. Ali Chico Mendes resistiu à prisão, fazendo fogo no grupo, ferindo ainda um dos seus perseguidores, quando acabou sua munição, sendo então baleado, preso e levado amarrado à presença de Sinhô, até a estação da Estrada de Ferro, onde Sinhô se encontrava, aguardando trem especial para lhes conduzir a Ilhéus. Após a chegada daquele transporte especial, Sinhô seguiu levando seu desafeto gravemente ferido, o qual faleceu antes de chegar a Ilhéus, isto em 1º de dezembro de 1917.

            Após este fato as coisas pioraram 90%, visto João Mendes ser conhecido de João Vital, que era seu irmão e chefe supremo das Forças Armadas do Cel. Basílio de Oliveira, tendo o mesmo jurado vingar a morte do irmão.

            Começou então a luta armada e as funestas consequências inacreditáveis. Certo dia foi invadida a loja do senhor Manuel Inácio, no lugar Vinhático, onde aqueles invasores pertencentes ao grupo de Sinhô Badaró que, além de levar o que quiseram, ainda depredaram aquele estabelecimento comercial, espalhando pelo terreno baldio tudo quanto ali existia, inclusive tecidos, travando-se luta armada.

            Sinhô, apesar de ser autoridade policial e estar com a situação política, tinha a minoria armada e também a opinião pública. Daí se registrar diariamente vitórias e mais vitórias para o lado de Afonso Martins, Antônio Olímpio, Brás Damásio e João Vital, generais e chefes das Forças Armadas do Cel. Basílio de Oliveira, quando se aproximou o dia fatal da vitória. Naquele dia, foi lançado todo o poderio de parte a parte. Ao lado do Sinhô estava Miguel Deiró, com  830 homens armados, e do Cel. Basílio 1.300, começando o fogo decisivo no lugar Sequeiro Grande, registrando-se maiores perdas, a todo instante, das forças de Miguel Deiró, quando pela retaguarda deste foi cortado o fornecimento de munição. Deiró levanta bandeira branca, mesmo assim foi preso, e desarmado com seus 360 homens restantes. Colocado sob o mourão de uma cancela, Deiró assistiu ao impiedoso massacre de todos os seus homens. Logo após a chacina, Deiró foi amarrado de cabeça para baixo e aberto em bandas, assistindo, ainda com vida, seu fato cair.

            Terminada aquela luta, em fins de 1919, Alberto Lopes, voltando, encontrou suas forças e deu ordens expressas para a captura de Zenique*, vivo ou morto. Perseguido dia e noite, este viajou com destino ignorado, até que Lopes se retirasse da região.

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*Zenique – era comprador de briga, valentão. Sempre envolvido em desordens.


(TERRA, SUOR E SANGUE – HISTÓRIA DA REGIÃO CACAUEIRA, Cap. X)

José Pereira da Costa

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“AS SETE CORES DO ARCO-IRIS” UM LIVRO ENVOLVENTE QUE VEM MARCANDO HISTÓRIAS

  1. Por Shirley M. Cavalcante (SMC)


Felipe Versati, paulistano, há mais de oito anos atua com marketing e gestão de marcas. Versati sempre gostou de escrever, e na faculdade pretendia ser redator publicitário, mas seu interesse pelo processo de criação de marca o levou para a carreira de branding. Assim, desenvolveu a escrita, escrevendo para um blog do qual é cofundador, o InfoBranding.

Após inúmeros textos técnicos e a publicação de um livro sobre marcas, decidiu desenvolver seu hobby da infância – a literatura – e contar histórias. Desde então já escreveu dois livros literários.

“A história envolve todo o dilema de ser homossexual, mesmo em tempos tão modernos; como o personagem Diego se relaciona com os amigos, a família e principalmente seus pais.”

Boa Leitura!

Escritor Felipe Versati, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que mais o atrai na arte de escrever?

Felipe Versati - Com certeza é o processo de criação. Poder desenvolver toda uma trama, criar personagens... A literatura é uma mistura de raciocínio lógico-matemático com o pensamento lúdico; esse jogo de xadrez mental é muito interessante.

Como surgiu inspiração para a escrita de seu livro “As sete cores do arco-íris”?

Felipe Versati - Por meio de um amigo do trabalho. Ele era um rapaz muito engraçado, fazíamos dupla; então passávamos praticamente o dia inteiro juntos. Foram as histórias que ele me contava e o seu jeito espalhafatoso o que me inspirou para escrever o livro. E apesar de ser uma pessoa totalmente do bem, às vezes ele sofria agressões verbais e preconceito pelo fato de ser homossexual. Então comecei a perceber o quanto eles, os homossexuais, precisam ser guerreiros, aguentar firmes certas provocações. Fiquei imaginando todo esse processo e daí surgiu o livro.

Apresente-nos a obra.

Felipe Versati - É um drama com um pouco de comédia e uma pitada de ação que fala sobre os dilemas da adolescência, começando pela criação e inserção do indivíduo no grupo (tribo) do qual irá fazer parte na escola; trata do autoconhecimento e de como lidar com os hormônios em desenvolvimento até partir para a sexualidade, autodescoberta e aceitação. A história envolve todo o dilema de ser homossexual, mesmo em tempos tão modernos; como o personagem Diego se relaciona com os amigos, a família e principalmente seus pais.

Quais os principais desafios para a escrita desta obra?

Felipe Versati - Com certeza, o tema. Falar sobre homossexualidade ainda é muito difícil, gera muito transtorno e repercussão tanto positiva quanto negativa. Mas está aí, é um romance que tem como protagonista um homossexual; existem milhões de homossexuais no mundo; eles fazem parte do nosso cotidiano. Portanto, já estamos vendo personagens na dramaturgia televisiva, e temos que abordá-los em livros também.

Qual o momento que mais o marcou enquanto escrevia “As sete cores do arco-íris”?

Felipe Versati - É difícil precisar, o livro traz lembranças de bons momentos do meu passado, de um bom amigo que tenho, mas que hoje mora em outro país, numa distância considerável e nosso contato é apenas por redes sociais. Escrever essa história me fez rir novamente de piadas feitas por ele que obrigatoriamente tive que dar um jeito de inserir no contexto do livro.

Como foi a escolha do título?

Felipe Versati - O livro conta a história de um homossexual, e o arco-íris é dos símbolos dessas pessoas; daí surgiu o título. Pensei ser uma maneira intuitiva, as pessoas irão ler o título e já imaginar que possa ter algum conteúdo representativo desse público.

Quem quiser ler, como deve proceder para comprar o livro?

Felipe Versati - Inicialmente pela Amazon:

Além de “As sete cores do arco-íris”, você tem outros livros publicados. Apresente os títulos e segmentos.

Felipe Versati - Sim, meu primeiro livro, que na verdade é uma coletânea de “cases” sobre gestão de marcas, foi escrito em conjunto com outros colegas e se chama “InfoBranding – do boteco ao escritório, práticas de gestão de marcas”. Já o segundo é um conto infantil inspirado num casal de amigos: um espanhol e uma japonesa, o título é “Tali & Fernandes – uma curiosa história de amor”.

Quais seus principais objetivos como escritor? Você pensa em publicar novos livros?

Felipe Versati - Meu principal objetivo é inspirar as pessoas, contribuir de alguma forma com a literatura e criar histórias que despertem cada vez mais o interesse pela  leitura e escrita. Para isso, vou continuar escrevendo, estou terminando outro livro e tenho outros em mente; enquanto tiver histórias para contar, continuarei contando.   

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Felipe Versati. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Felipe Versati - Agradeço a oportunidade, espero que os leitores procurem o livro e peço que o leiam sem nenhum tipo de preconceito; tenho certeza que a história ensinará um pouco sobre empatia.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura



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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

AINDA CONY, INESGOTÁVEL - Zuenir Ventura

Ainda Cony, inesgotável


Carlos Heitor Cony morreu deixando de propósito a imagem de que era pessimista, cético, cínico e, como revelou no seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, anarquista. Gozador, deve estar se divertindo por ter conseguido que acreditassem nisso. Mas será que esse Cony correspondia ao real, de carne e osso? Pelo menos seu amigo Otto Maria Carpeaux achava que não. Há mais de 40 anos, o grande crítico advertia: “Cony esconde atrás da máscara de um cinismo feroz seu sentimentalismo inato”.

Bastaria lembrar o que o cronista expressou publicamente sobre Mila. Um trechinho: “Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas vezes juntos, a patinha dela em cima de meu ombro”. É difícil imaginar um cínico capaz de se enternecer e chorar de saudade a perda de uma cadelinha.

A mesma contradição se encontra nesse anarquista obediente aos rituais. Foi ele quem revelou: “Estudei em seminário não por um sentido místico, mas porque a liturgia me atraía”. Quer dizer: o que o fascinava nos dez anos de internato não era a fé, mas os ritos da religião.

Dois mecanismos foram importantes na formação de Cony. O primeiro, de compensação. Aos 5 anos, quando começou a articular palavras, ele misturava letras, o que o levou a se refugiar na escrita. Escrevendo, não trocava, por exemplo, o “g” pelo “d” em “fogão” como fazia ao falar, provocando bullying dos colegas.

O segundo mecanismo foi o de defesa — “um modo de não se deslumbrar” — e de proteção contra o niilismo e o desespero. Caminhando sempre entre paradoxos, ele às vezes se mostrava tão cético que parecia não acreditar nem no ceticismo.

Em 1958, Luiz Garcia e eu éramos editores do suplemento literário da “Tribuna da Imprensa” de Carlos Lacerda, quando apareceu na redação um desconhecido com um envelope: “São os originais de meu livro. Não sei se vale uma resenha”. Era Cony, com o “Ventre”. Valia, e como.

Já estava nesse romance de estreia com imagens fortes e uma inesperada contundência de linguagem um pouco da dissonância que iria marcar sua vida e obra — uma espécie de espírito de contradição que gostava de contestar expectativas óbvias e de não se permitir estacionar numa posição ideológica.
Chegou a ser flagrado na esquerda, na direita e no centro, mas não por muito tempo.

Uma vez ele escreveu que, vizinhos de bairro, só nos encontrávamos nos aeroportos ou fora do Brasil. Num desses encontros a caminho de alguma palestra, perguntei que máscara ele ia usar na sua fala. Como não aceitava provocação nem de brincadeira, retrucou: “Eu uso a máscara do pessimismo e você, a do otimismo. Cada um se defende como pode da tentação contrária”.

À sua maneira, ele concordava enfim com o diagnóstico de Carpeaux.

O Globo, 10/01/2018

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Zuenir Ventura - Sétimo ocupante da Cadeira n.º 32 da ABL. Foi eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna, e recebido no dia 6 de março de 2015, pela Acadêmica Cleonice Berardinelli.

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JUIZADO ESPECIAL APRESENTADO PELO JURISTA HIOMAN IMPERIANO DE SOUZA

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Hioman Imperiano de Souza é mestrando em Direito Constitucional, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); especialista em Prática Judicante, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB); especialista em Ordem Jurídica e Cidadania, pela Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMIP); pós-graduado pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (ESMA);
pesquisador do Laboratório Internacional de Investigação em Transjuridicidade (LABIRINT); pesquisador do Grupo LoFt – Law of the Future (Direito e Revoluções Pós-Digitais), na Universidade Federal da Paraíba (UFPB);integrante do Grupo de Estudos Avançados em Arbitragem Judicial e Comércio Exterior (GEACE); parceiro da Academia Paraibana de Letras Jurídicas (APLJ); Juiz Instrutor Estadual do Tribunal de Justiça da Paraíba; Auditor Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba; articulista; palestrante e consultor jurídico.

“Outro importante ponto a se considerar é que as partes podem atuar nos Juizados Especiais, desprovidas do patrocínio advocatício, porém, apenas nas lides cujo valor da causa não ultrapasse vinte salários-mínimos.”

Boa Leitura!

Grande jurista Hioman Imperiano, muito nos honra com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que mais o atrai no Juizado Especial?

Hioman Imperiano - Primeiramente, a honra é toda minha em ser entrevistado por esta valorosa revista, de abrangência nacional e internacional. Pois bem, exerço o encargo de Juiz Instrutor do Tribunal de Justiça da Paraíba, com jurisdição exclusiva nos Juizados Especiais, especificamente na área Cível, lotado atualmente na Comarca de João Pessoa, capital da Paraíba. Minha rotina diária segue com a realização de Audiências Unas, ou seja, de Conciliação, Instrução e Julgamento, proferindo despachos e decisões atinentes ao múnus público que desempenho. O que mais me atrai nos Juizados Especiais é, principalmente, a oralidade, simplicidade, economia processual e o caráter democrático que rege o rito sumaríssimo dos Juizados, previsto na Lei Federal nº 9.099/1995.

O que é um Juizado Especial?

Hioman Imperiano - Juizado Especial é uma unidade judiciária competente para o processamento e julgamento de causas de menor complexidade, sendo estas causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo, e outras matérias previstas no rol do artigo 3º, da Lei nº 9.099/95. O Juizado Especial se orienta pelos ditames da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, sempre almejando a composição amigável do litígio, consoante dispõe o artigo 2º, da referida legislação. Vê-se, com isso, ser um microssistema processual dos mais ágeis e inovadores, embora tenha surgido formalmente em 1995, mas, indubitavelmente, um exemplo de jurisdição a ser seguido na contemporaneidade.

Quais são os tipos de juizados existentes?

Hioman Imperiano - Existem tipos de juizados especiais precisamente delimitados pela competência material e funcional. A Lei nº 9.099/95 regula o funcionamento dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais em nível estadual; a Lei nº 10.259/01 rege, por sua vez, os Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito federal; e a Lei nº 12.153/09 dispõe acerca dos Juizados Especiais da Fazenda Pública em sede estadual, distrital e municipal. A criação dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, em 1995, ocorreu sob a inspiração da Lei nº 7.244/84 que dispunha sobre os Juizados de Pequenas Causas, visando desafogar o contingente crescente de demandas judiciárias no país, trazendo mais eficiência à válida concretização de uma justiça rápida. As três legislações acima descritas formam o chamado “Microssistema dos Juizados Especiais”.

Quem desejar, como deve proceder para ter acesso aos recursos do Juizado Especial?

Hioman Imperiano - O ingresso no Juizado Especial, mormente nos Juizados Especiais em nível estadual, depende de alguns requisitos previstos na própria Lei nº 9.099/95. Neste diapasão, tratando-se de pessoa natural (física), apenas aquelas em pleno gozo de sua capacidade civil podem demandar, excluindo-se, portanto, os incapazes, os custodiados e o insolvente civil. Em caso de pessoa jurídica, poderão acionar aquelas enquadradas juridicamente como microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Outro importante ponto a se considerar é que as partes podem atuar nos Juizados Especiais, desprovidas do patrocínio advocatício, porém, apenas nas lides cujo valor da causa não ultrapasse vinte salários-mínimos.

Como funciona o julgamento dos processos nesta área?

Hioman Imperiano - Detendo-me aos Juizados Especiais Cíveis estaduais, onde atuo, o processamento e julgamento das causas se dá o mais rapidamente possível. Após a parte Autora ingressar com a Demanda, uma vez superada a análise preliminar da Peça Inaugural, é determinada a citação da outra parte, com a designação imediata de Audiência Una. Nesta Audiência, o Juiz tentará compor a lide amigavelmente, caso que, havendo acordo, será homologado; inexistindo transação, será realizada a instrução processual, com a produção probatória, como depoimento informal das partes, oitiva de testemunhas, juntada de documentos e, em seguida, será prolatada a respectiva Decisão, sujeita a homologação ou, em alguns casos, poderá haver conversão em diligência para serem praticados atos complementares. Da Sentença, a parte poderá aviar o respectivo recurso para uma única Instância Superior ordinária (Turma Recursal), findo que, não havendo mais recurso, seguirá a execução do julgado até sua satisfação.

Como vem sendo a busca do aperfeiçoamento desse microssistema processual?

Hioman Imperiano - O aperfeiçoamento se dá diariamente na prática judicante. Por exemplo, a Lei nº 9.099/95 contempla o princípio da instrumentalidade das formas,onde todos os atos processuais terão validade ainda que em descompasso formal com a Lei, desde que preencham as finalidades para os quais foram realizados. Outro exemplo de aprimoramento trazido pela Lei é a concentração e simplificação dos atos processuais quer na Audiência ou mesmo para a citação do réu;a Lei permite a dispensa de Carta Precatória citatória, autorizando a prática do ato por intermédio de qualquer meio idôneo de comunicação, em que inclusive há a possibilidade de notificação por meio do Whatsapp (sendo já concretizado na Justiça Federal). Enfim, além dos instrumentos trazidos na Lei, há constantemente empenho dos operadores do Direito no seu aprimoramento.

O Doutor tem um vasto currículo profissional e acadêmico. Apresente-nos suas principais atividades como pesquisador do Laboratório Internacional de Investigação em Transjuridicidade.

Hioman Imperiano - Como pesquisador do LABIRINT, debato com outros integrantes do Laboratório, a exemplo do Professor Marcilio Franca, que oficia perante o Tribunal do Mercosul, as interlocuções existentes entre várias áreas do conhecimento e o Direito. Neste sentido, são percebidas ligações das Ciências Jurídicas com a Informática, a Música, a Gastronomia, a Arte, sendo este o sentido do termo “transjuridicidade”. Tive também a oportunidade de atuar no LABIRINT como mapeador de tratados internacionais no “Projeto UNCTAD – IIA Mapping Project”, na Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, também integro o projeto do Grupo LoFt – Law of the Future (Direito e Revoluções Pós-Digitais), intimamente ligado ao LABIRINT, abordando igualmente temas transjurídicos.

Qual foi o momento em sua carreira profissional ou acadêmica que mais o marcou? Comente.

Hioman Imperiano - Difícil responder com precisão a esta pergunta. Isto porque cada conquista pessoal e profissional foi marcante em minha carreira. Posso pontuar meu ingresso no Mestrado em Direito Constitucional da árdua seleção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; meu ingresso como Juiz Instrutor estadual, mediante aprovação em concurso público de provas e títulos; meus encontros habituais com os valorosos membros da Academia Paraibana de Letras Jurídicas (APLJ), do LABIRINT, GEAGE, em eventos sociais e acadêmicos, regados a bons debates; destaco também a ímpar oportunidade de poder ser entrevistado por esta renomada Revista. Enfim, foram muitos os marcos e pretendo sempre me aperfeiçoar na Ciência do Direito.

Como palestrante, quais temas você aborda em suas palestras?

Hioman Imperiano - Recentemente cheguei a abordar o tema de Ciberdemocracia, em um fórum científico promovido pela Escola do Legislativo da Paraíba; em seminários e palestras acadêmicas abordei temas ligados ao Direito Constitucional e ao Direito Penal Econômico, como também o Direito da Integração.Além disso, tratei de temáticas voltadas aos Juizados Especiais, tal qual prática jurídica nesta seara, dentre outras matérias jurígenas, naturalmente a depender do evento.

Quem desejar, como deve proceder para o contatá-lo?

Hioman Imperiano - Gosto de me manter sempre acessível a toda e qualquer pessoa ou ente que deseje manter bons contatos profissionais e acadêmicos no Direito.Para tanto, valho-me de meus e-mails: hioman.imperiano@tjpb.jus.br (institucional do Tribunal de Justiça da Paraíba), his_tjdpb@hotmail.com(institucional do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba) e hioman.imperiano@hotmail.com (pessoal e consultivo). Além dos e-mails, ante a era tecnológico-globalizada que se vive, posso ser contatado pelo telefone 55+(83) 9 8884-4383, que também é meu whatsapp, bem como meus perfis no Facebook (Hioman Imperiano) e no Instagram (@hioimperiano).

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o jurista Hioman Imperiano. Agradecemos sua participação na RevistaDivulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Hioman Imperiano - Fico extremamente lisonjeado pela singular oportunidade que me foi concedida pela Revista Divulga Escritor. Quero ressaltar a importantíssima atuação da Revista, brilhantemente organizada por todo o seu corpo editorial e diretivo, servindo como relevante instrumento de divulgação de pensadores em todo o globo, além de concretizar a propagação do conhecimento nas mais variadas áreas científicas. Aos leitores, recomendo o acesso habitual à Revista, bem como sua ampla divulgação em todos os meios profissionais e acadêmicos. Por fim, agradeço o momento e me ponho à disposição para ampliar laços científicos, sobretudo no âmbito do Direito. Muito obrigado.

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O CARREGADOR PREGO – Helena Borborema

O carregador Prego



            Eu vislumbrava a sua figura meio apagada pela distância no tempo. Era muito pequena quando via aquele negrão alto, escuro como uma estátua hercúlea de ébano, sorridente, serviçal, fazendo carrego na estação da estrada de ferro. Daquele passado vinha a lembrança das vezes que ia embarcar ou receber meu pai na estação ferroviária nas suas viagens para Ilhéus ou Salvador.

             No passeio da estação, um pequeno grupo de carregadores estava sempre a postos esperando trabalho, e aquele negrão alto, de modo educado, era sempre requisitado por meu pai. Prego era o seu nome. Não sei o porquê do apelido, como nunca soube o seu nome de batismo. Prego agarrava malas e embrulhos numa disposição de atleta sem nunca perder a gentileza que lhe era inata.

            Os anos passaram para mim e para aquele carregador. Eu, de criança ficando adulta, e Prego, de adulto que era, envelhecendo. A estrada de ferro acabou, os carregadores foram desaparecendo pelo serviço que foi minguando e assim, com o passar dos anos, a vida foi distanciando pessoas, apagando lembranças, modificando estilos de vida. Prego desapareceu de minha visão e foi esquecido.

            Desaparecido o trem de ferro, outro meio de transporte surgiu: o táxi. Desembarcado o passageiro, malas e volumes são rapidamente engolidos pela boca escancarada do carro, que rapidamente os conduz ao destino. Assim, aos poucos, aqueles homens e trabalhadores da estação foram ficando sem o seu ganha-pão. Mais tarde, perdendo o vigor de seus braços e sem ampara de leis justas, foram eles,  pouco a pouco sumindo na voracidade do quotidiano, sem proteção. E assim, sumiu do meu raio de visão a figura do negro Prego.

            Muitos anos mais tarde o encontro no nosso cenário, casualmente, trazido pelo braço amigo de meu irmão. Este era ainda criança, quando Prego, já homem feito, trabalhava na estação do trem. Foi encontrado abandonado, faminto, velho e doente, sentado num banco da Praça Santo Antônio. Olhava a rua com o olhar apagado pela névoa dos anos e da catarata. Não pedia esmola. A sua dignidade de homem trabalhador nunca descera a tanto, mesmo naquelas circunstâncias. Faminto, simplesmente olhava triste,  os que passavam pelas ruas de Itabuna, a cidade que ele ajudara com a força de seus músculos e que não conhecia mais. Triste, simplesmente olhava. Não sei como meu irmão, que não o conhecera antes, pois era muito pequeno, mas sabia do seu passado de carregador bom e prestativo, o encontrou. Trouxe-o para casa, onde Prego passou a ter almoço e jantar garantidos, e o presente de um cobertor de lã. Infelizmente a ajuda durou pouco. Quando se pensava em dar-lhe melhor garantia e amparo, o seu protetor teve de fazer uma viagem urgente, da qual não voltaria mais.

            Atordoada pelo acontecido, não soube o que foi feito de Prego. Afastada alguns dias de casa, quando me lembrei dele não o encontrei mais. Talvez naquele espaço de tempo tenha feito a mesma viagem do meu irmão, encontrando-se os dois lá em cima, na casa do mesmo Pai. Lá do alto, quem sabe Prego ainda olhe com o seu ar sorridente e humilde, porém feliz, as agruras, as misérias e indiferença que largou aqui na terra.

            Gostaria de ter tido o tempo de lhe externar um pouco do calor humano que você, Prego, merecia dos filhos de Itabuna que o conheceram, mas o destino mais uma vez negou-lhe essa dádiva, a gratidão daqueles a quem tão bondosamente você serviu na sua humildade.

            Você, Prego, negro velho e bondoso, de alma simples de criança, que refletia no olhar manso,  a beleza do seu espírito, é pena que o nosso encontro tenha sido tão rápido e tardio. Mas aqui vai, para você, a minha homenagem.

(RETALHOS)
Helena Borborema
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HELENA BORBOREMA -  Nasceu em Itabuna. Professora de Geografia lecionou muitos anos no Colégio Divina Providência, na Ação Fraternal e no Colégio Estadual de Itabuna. Formada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Itabuna. Exerceu o cargo de Secretária de Educação e Cultura do Município. (A autora)

Conhecida professora itabunense, filha do Dr. Lafayette Borborema, o primeiro advogado de Itabuna. É autora de ‘Terras do Sul’, livro em que documento, memória e imaginação se unem num discurso despretensioso para testemunhar o quadro social e humano daqueles idos de Tabocas. Para a professora universitária Margarida Fahel, ‘Terras do Sul’ são estórias simples, plenas de ‘emoção e humanidade, querendo inscrever no tempo a história de uma gente, o caminho de um rio, a esperança de uma professora que crê no homem e na terra’.  (Cyro de Mattos)

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

CONHECENDO E DISSEMINANDO A MENSAGEM (II) – Clóvis Silveira Góis Júnior

4.2. Os Primeiros Batismos

            A mensagem-semente caiu em boa terra e um grupo residente na região do Boqueirão e outro na cidade de Itabuna foram os primeiros a conhecer e aceitar a verdade acerca do Sábado e a Volta de Jesus, em contato direto com os obreiros, ou indiretamente, por intermédio da literatura. O South American Bulletin – vol. 6, número 6, publicado nos Estados Unidos em 1929, em notícia assinada por W. H. Wilcox, concluiu que “alguns anos atrás, uns colportores fiéis entraram no distrito de Itabuna [Tabocas] para vender os nossos livros cheios da mensagem. Enquanto eles trabalhavam, oravam e diziam ao povo do grande plano da salvação e corações foram tocados.” Do ponto de vista espiritual, nada pode resistir à tríade dos céus: mensagem, trabalho e oração!

            A cidade de Itabuna, em 1910, três meses após sua emancipação, recebe oficialmente a mensagem adventista. O pastor John Lipke, já residindo em Salvador, promoveu aqui uma campanha de colportagem, pois a igreja objetivava crescer para o norte do país, e viu em nossa cidade um local interessante para o intento: “Lipke se mudou para a Bahia, no Nordeste do Brasil, onde evangelizava e vendia literatura”

            Os resultados foram alvissareiros! Lipke conta:

            “Enviamos os irmãos Queiróz e Pedro
            Baptista para Itabuna... onde o Senhor
            os abençoou fartamente  nas vendas de
            nossos livros... muitos  foram
            vendidos”.

            Finda a campanha, duas pessoas são batizadas por ele: Pedro Lima e Joaquim de Souza Porto.

            De Pedro, não se sabe praticamente nada, além de uma única nota na Revista Adventista, edição de setembro de 1911. Recebeu instruções teóricas e práticas de Queiróz  e Batista, tendo, logo em seguida, adentrado na colportagem. Já conhecia, inclusive, a verdade acerca do sábado desde 1908, mas, como não havia outros crentes sabatistas em Itabuna, não se uniu a qualquer outra congregação. A oportunidade de sua vida surgiu quando da chegada dos colportores. Lipke afirma que: “quando tomou conhecimento nosso e ouviu que guardamos o sábado, resolveu ser um membro da nossa igreja”

            Dele foi dito que se dedicou à colportagem, e nada mais. Desapareceram seus registros. Existe uma lacuna acerca de sua pessoa e dos rumos de sua missão. De todos os idosos adventistas ainda vivos no eixo Itabuna e Ilhéus, ninguém tem qualquer informação a prestar sobre sua pessoa. Produziram frutos suas vendas e atividades? Onde estão seus descendentes? Continuam nas fileiras do evangelho? Continuou Pedro a andar na fé? Cento e seis anos se passaram e, provavelmente, quando mais a vida correr pelos trilhos da História, menor a probabilidade de conhecermos a sua biografia. Fica seu nome como o pioneiro dos pioneiros, o primeiro de uma dezena de milhar daqueles que se submeteram ao batismo em águas grapiúnas. Em relação a Joaquim Porto, pela sua proeminência no Adventismo local e nacional, dediquei-lhe um capítulo inteiro.

            A seguir, transcrevo parte do que foi divulgado pelo periódico mensal adventista naqueles tempos idos. Acerca de Pedro Lima, John Lipke escreveu: “No fim do mês de outubro [1910] visitei os irmãos de Itabuna... No dia da minha partida batizei dois irmãos... Um destes, Pedro Lima, consagrou-se ao serviço de colportagem e já vendeu um bom número de livros”. Em relação a Joaquim Porto, ele próprio afirmou: “Fui batizado em outubro de 1911 [1910] na cidade de Itabuna, no estado da Bahia, entrando para a colportagem em fevereiro de 1912...”.

            Depois da boa receptividade da cidade em relação à literatura, bem como dos resultados quase que imediatos, implicando dois batismos, Lipke teve que retirar-se para acompanhar novos empreendimentos evangelísticos. Um bom grupo de indivíduos ficou motivado em continuar os estudos. “Em Itabuna, havia mais de 15 almas interessadas, quando tive de partir dali”. Deixou o colportor evangelista Camilo José Pereira para “desenvolver mais interesse”.

            A Review and Herald, datada de 28 de março de 1912 divulgou que, em Itabuna, algumas pessoas começaram a guardar o sábado: “A verdade está se espalhando rapidamente neste campo [Missão Este Brasileira]... Recentemente, através de nossos colportores surgiram interessados na parte Sul da Bahia... e alguns começaram a guardar o sábado, em Itabuna...” Uma provável alusão a Pedro Lima e Joaquim de Souza Porto e àqueles outros 15 interessados.

(A GÊNESE DO ADVENTISMO GRAPIÚNA Cap. 4.2.)
Clóvis Silveira Góis Júnior

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“Dentre as 1.783 cidades do interior do Nordeste, Itabuna detém a maior, quantidade de adventistas. Qual o segredo para tamanho vigor? Por que o Evangelho semeado pelos adventistas encontrou um terreno tão fértil? Que grupo de pessoas começou essa obra? De onde vieram? Que motivações tiveram? Como atuaram para estabelecer uma comunidade tão vigorosa?

Estas questões motivaram o autor a escrever este livro.

O momento atual exige a produção de uma publicação que materialize e torne conhecida a história do Adventismo em Itabuna.

O objetivo da obra é resgatar o período mais primitivo do movimento (1910-1960). O estágio mais recente de nossa história não será tratado neste momento.

O presente material não pretende ser conclusivo ou exaustivo, mas uma pequena contribuição para que uma pesquisa mais intensa  e apurada seja realizada.”


(Contracapa do Livro)

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ANDREA BRANDÃO APRESENTA O SEU DESEJO DE PROMOVER MUDANÇAS DE HÁBITOS POR MEIO DA LEITURA

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Andréa Brandão tem 46 anos, é contadora de formação e escritora de coração; é casada, mãe e ama o que faz. Andréa é grata por tudo que conquistou até hoje. Escreve com e por amor e não tem grandes ambições como escritora.

É sincera e sonhadora, e acredita na magia e na força das palavras; toda grande obra começou por uma ideia que foi para o papel e transformou em algo valoroso para alguém em algum lugar.

“Despertar reflexões, e quem dera promover mudanças de hábitos, desapegos e pregar o amor, mesmo em momentos de adversidades.”

Boa leitura!

Escritora Andrea Brandão, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que a inspirou a escrever “Flavilu e aventura acorda, Mundo”?

Andrea Brandão - Meus dois filhos, motivando a criação do nome de nossa personagem principal, Flávia e Lucas... Flavilu, aliada a uma necessidade de fazer algo diferente que talvez possa fazer a diferença; acredito que valores e princípios devem fazer parte da formação. Como ser humano, me sinto parte desse contexto, na escrita encontrei uma forma de partilhar essas crenças que julgo importantes. Nosso personagem gigante mundo é de fato o nosso mundo de hoje, creio que as pessoas precisam reagir aos acontecimentos ao redor e fazerem algo para mudar.

Quais temas estão sendo abordados por meio do enredo que compõe esta obra literária?

Andrea Brandão - Sustentabilidade, poluição, desperdício, despertando para sentimentos nobres como cooperação, resiliência, valores familiares, tolerância às diferenças, respeito, amor e fé.

Qual a mensagem que você deseja transmitir ao leitor por meio da trama?

Andrea Brandão - Despertar reflexões, e quem dera promover mudanças de hábitos, desapegos e pregar o amor, mesmo em momentos de adversidades.

O que mais a encanta nesta obra literária?

Andrea Brandão - O enredo, os personagens que interagem de forma colaborativa e conseguem reverter o cenário caótico instalado; de fato acredito nessa verdade: cada um fazendo sua parte, o mundo pode mudar.

A quem você indica leitura de “Flavilu e aventura acorda, Mundo”?

Andrea Brandão - Aos pais, crianças, professores, jovens...Enfim,a pessoas de qualquer idade.O apelo vai para todas as pessoas que apreciam a leitura e acreditam na magia das palavras e no poder das transformações que começam dentro de nós.

Além de seu livro, voltado para o público infanto-juvenil, você tem um romance baseado em fatos reais “Retalhos de uma vida”. Apresente-nos esta obra.

Andrea Brandão - Este livro foi uma coletânea de fatos vivenciados por mim e minha família.De alguma forma marcou minha vida, foi uma homenagem primeiramente para minha mãe, Zaira, uma guerreira vencedora que criou cinco filhos, com pouco estudo.Mas dotada de sabedoria tamanha, imprimiu em nossa educação valores como honestidade, humildade, fé, senso de justiça e outros que com exemplo educou. No livro registro um legado de gerações que com o passar do tempo acaba ficando somente nas memórias, se perdendo.Assim encontrei uma forma de eternizar esses momentos nesta obra. Em sua 2ª edição,em 2017,adicionei mais alguns capítulos de bônus, atualizando alguns fatos marcantes de minha vida mais recentes.

Quais os principais desafios para escrita de “Retalhos de uma vida”?

Andrea Brandão - Acredito que foi encontrar uma forma de não ofender nem magoar ninguém, contando a “minha verdade”, minha percepção dos fatos.Como preservei os nomes verdadeiros, busquei ter esse cuidado, mas não sei se consegui o tempo todo. Se não, aproveito para pedir desculpas publicamente.

Além das duas obras apresentadas anteriormente, você também escreveu um livro técnico:“ERP Sistema de gestão, problema ou solução”. O que a motivou escrevê-lo?

Andrea Brandão - Minha formação é Ciências Contábeis, trabalhei em várias empresas de segmentos e portes diferentes. Na minha área de atuação todos os processos são automatizados de forma integrada por softwares, já tive oportunidade de trabalhar em projetos de informatização e revitalização, e percebi que os principais problemas se repetiam, e as causas também. Assim, com base em estudos e experiências, busquei traduzir em uma linguagem simples e objetiva jamais vista em livros técnicos na área de tecnologia, mapeando formas de evitar problemas, sugerindo dicas e ações preventivas; compilei informações usando minha experiência de consultora especialista, objetivando agregar valor para quem se interessar pelo tema.

Onde podemos comprar seus livros?

Andrea Brandão - Hoje,ostrês estão disponíveis em e-book na Amazon; tenho alguns exemplares impressos disponíveis à venda diretamente comigo, mantenho meu contato sempre atualizado para meus leitores nas redes sociais e blogs.https://www.amazon.com.br/

Quais os seus principais objetivos como escritora?

Andrea Brandão - Descobrir qual a categoria de obra meus leitores aprovarão; podem escolher o estilo e continuarem lendo, pois vou continuar escrevendo.Costumo brincar, dizendo que escrever é fácil, difícil é encontrar quem esteja disposto a ler um escritor que não é famoso (rs).

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Andréa Brandão. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Andrea Brandão - Experimente o novo, pode ter sabor de quero mais; assim, sugiro começarem a ler um livro meu hoje; talvez dois, quem dera os três...Quem sabe essa seja a porta para o sucesso! Sonhar sempre!!! Obrigada e um abraço fraterno.

Divulga Escritor, unindo você ao mundo através da Literatura


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