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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

GENTE QUE AMA ITABUNA: Tânia Maria Suzart Ribeiro - Por Eglê S Machado


Tânia Maria Suzart Ribeiro


Ela não passa despercebida por onde aparece.

Não  só pelo seu porte de rainha...

Ela é dessas pessoas que têm mel  na alma, que vive com a mente aberta ao novo, está sempre otimista querendo ser feliz e fazer feliz a quem dela se aproxima.

Tânia Maria Suzart Ribeiro,  é a ternura em pessoa. Acha prazer no servir e isto a torna grande aos olhos e corações de todos.

Nascida em Itapebi (BA) passou a infância na cidade natal ao lado dos pais José e Eulina e dos irmãos Emílio e Maritânia. Adolescente, foi para Ilhéus estudar no Instituto Nossa Senhora da Piedade em regime de internato, onde cursou o Ginasial e o primeiro ano de Magistério.

Formou-se no Colégio Divina Providência em Itabuna.

Recém-formada regressou à sua terra natal onde trabalhou como professora, lecionando no Ginásio Clóvis Adolpho Stolze e no Grupo Escolar Luiz Viana.

Casou-se com o Engenheiro Agrônomo da CEPLAC, José Ribeiro de Santana e pouco tempo depois, pela transferência do marido veio morar em Itabuna.

Lecionou na Escola Agrupada Fernando Cordier, até se aposentar.

Considera Itabuna o seu segundo chão.

Seus filhos são filhos da Mãe Centenária Itabuna. São eles: Karina, enfermeira, Allan, médico dermatologista e Danilo, profissional em Educação Física e enfermeiro. Quando fala dos filhos, seu ouvinte pressente a grande ternura e amor maternal que o seu olhar  reflete. Agora, essa doçura redobrou. Ficou ‘boba’ com o nascimento de Heyttor, seu primeiro netinho. Tânia vive fazendo montagens com fotos do Heyttor  e postando na Internet, como se sua alma de avó apaixonada estivesse a gritar aos quatro ventos: gente, eu sou a vovó mais coruja do mundo!...

Tânia estudou Artes Plásticas com o artista Carlos Santal e cursou Web & Designe com o objetivo de expandir sua criatividade e aplicar os conhecimentos no meio virtual e real.

Dedica-se à pintura como hobby, vive pintando quadros para presentear os amigos, e, quando solicitada, não se faz de rogada e ensina sua técnica sem aquele egoísmo que muitas vezes faz a pessoa menos doce, menos prestativa.

Em 2009 concorreu com a obra SONHAR SONHOS na categoria “Artes Plásticas” ao 11° CONCURSO NACIONAL TALENTOS DA MATURIDADE,  promovido pelos bancos Santander/Real. Seu trabalho foi muito comentado e lhe rendeu muitos elogios. Concorreu com  novos trabalhos nas edições seguintes do concurso, sempre elogiada pelos demais participantes.

É amante da natureza e de tudo o que há de bom e belo.


Mantém a forma física e um corpo perfeito praticando hidroginástica.

Adora viajar. Pretende conhecer todo o Brasil para apreciar suas belezas naturais.

Tânia participa de vários Blogs na Net, todos ligados a Arte e Cultura. É amante da poesia e, de vez em quando se arrisca a “poetar” no que se dá muito bem – compõe versos livres muito inspirados e cheios da mais terna emoção.

É leitora assídua deste Blog Social ITABUNA CENTENÁRIA-ICAL e seus comentários às postagens, são sempre  ricos em delicadeza e sinceridade. Foi Tânia Maria Suzart Ribeiro que fez o esboço do logotipo da ICAL.

 Para conhecer o trabalho de Tânia Suzart acesse o lindo Blog “Tânia Suzart Arts” que ela mantém na Web: http://www.taniasuzart.blogspot.com

Grande anfitriã. Impecável no trajar, muito elegante, sua casa é bela, sem exageros, muito confortável, ‘boa de curtir’. 
Quando a gente chega lá ela nos carrega para a copa ou para o seu cantinho onde está o computador...  Lá, ficamos mesmo em casa, sentindo o calor da sua amizade, fruindo aquele aconchego, aquele afeto natural que só almas límpidas possuem nos tempos atuais.

Sua grande amiga Fátima Barros prestou à ICAL o seguinte depoimento em relação à sua amizade com Tânia:

“Gosto muitíssimo de Tânia. A conheci através de uma amiga que é sua cunhada. Nossa amizade se fortaleceu mais ainda quando Tânia se propôs a me ensinar pintura em tela. Com grande paciência e boa vontade me passava técnicas e macetes sem um pingo de egoísmo. Ainda tenho muito que aprender com essa artista plástica dotada de talento, criatividade e dinamismo. É amiga, é confiável, companheira, atenciosa, compreensiva... Sabe ouvir e sempre está pronta para servir. Tenho muito orgulho em ter Tânia como amiga!”.

TÂNIA SUZART


Um Sonho: Cursar uma faculdade
Um Ídolo: Deus
Um Amor: Sua Família
Uma Cor: Azul
Uma Paixão: O Mar
Uma Frase : “O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e viver seus sonhos. Cada qual com o seu talento”.


São de autoria de Tânia Maria Suzart Ribeiro as imagens e os versos que “Itabuna Centenária-ICAL” posta a seguir:

Eglê S Machado


AVANTE SELEÇÃO!


Seleção, tu és Brasil,

Fostes nos representar.
Joga, rola a bola sem receio
Pra nosso coração alegrar.
Desejamos que tu voltes
Das terras do além mar
Trazendo as seis estrelas
Que de lá fostes buscar.
Cinco estrelas no brasão,
Só mais uma a desenhar!
É tão pouco... Penso eu,
Pra glória comemorar.
Crianças, jovens, adultos
Esperam com ansiedade
Gols, bravos, aplausos,
Símbolos da felicidade.
Avante, Seleção Brasileira,
Sonhe,
Navegue,
Lute,
Aporte
Em nossos braços!


Tânia Suzart

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“RAMON SE MUDOU DA TERRA” - Por Adroaldo Almeida

Ramon se mudou da terra



No meio da década de 1980 eu cheguei a Itabuna para estudar e trabalhar. Era bancário e sindicalista, mas queria ser escritor. Por revés da sorte, acabei advogado e político, uma lástima.

 Naquele tempo, transitava na senda da arte entre Buerarema e Ilhéus uma trupe felliniana: Jackson, Betão, Alba, Eva, Gideon, Gal, Delmo, Zé Henrique e, naquela miríade estrelar, ele, claro, RAMON VANE, o mais cênico de todos.

A figura de um pintor holandês do século XVII, a recitação de um menestrel medieval e a presença carismática de um franciscano. Um astro rasgando o céu da Mata Atlântica.

Nosso Rimbaud trovando no alto da proa de um barco bêbado, singrando os mares e domando as ondas naquela temporada no inferno, atirando poesias contra a estação da ditadura ainda presente.

Eu o encontrava quase todas as noites no curso noturno de Direito da FESPI.

Fomos colegas e contemporâneos, nos códigos e na decodificação da Justiça, mas “as leis não bastam, os lírios não nascem da lei”, como aprendemos com Drummond e escrevemos o nome tumulto na pedra.

Era tímido na faculdade, nunca o encontrei no DCE, mas enxergava-o de soslaio num canto da biblioteca do Departamento de Letras, onde ambos acorríamos à procura da consolação na palavra.

 Porém, como ele sabe agora, jamais encontramos um bálsamo, conforto ou doçura na provisoriedade dessa condenação da existência. Talvez nessa travessia, na eternidade de serafins e cítaras, ele possa declamar todo seu lirismo sem a azáfama e a urgência dos dias terrenos.

Neste domingo acordei com uma mensagem de Gideon Rosa: “Ramon se mudou da terra hoje de madrugada”.

Assustado, levantei mudo e pasmo, e essas reminiscências me afloraram durante toda a manhã.

Daqui de Itororó, lamentavelmente, não pude ir ao sepultamento, então, mando rápidas e atropeladas letras na ambição de contribuir para desentortar as veredas no seu caminho ao paraíso.

Ramon Vane era um artista, eu me lembro!


Adroaldo Almeida 
Escritor, advogado e político


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Enviado do meu smartphone Samsung Galaxy.

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POR QUE O INDIVÍDUO PRECISA DE URGENTE REFORMA?

15 de janeiro de 2017

Por Sergio Renato de Mello, publicado pelo Instituto Liberal


A Constituição Federal traz a previsão de um processo legislativo de elaboração de leis mais acelerado em razão de certas necessidades mais urgentes para a população, quando o tempo necessário entre o seu início e fim são bastante abreviados.

Imagine-se que o indivíduo esteja dentro de um regime de urgência por estar vivendo numa sociedade globalizada, cheia de mimos de todos os tipos e direitos para todos os tipos de gostos, e ele se vê na necessidade mais do que urgente de ser considerado em sua unicidade e individualidade. Imagino que o indivíduo esteja em regime de urgência por estar afetado a aceitar, consciente ou não, imposições ou sugestões de toda ordem, vindas, principalmente, de cima para baixo. Analisando o indivíduo e pensando na sua possível extinção, vai-se perdendo o caráter individualista de ser, a personalidade marcante, entrando num mundo da coletividade que é, hoje, a pauta considerada mais urgente entre tantos desejos e insatisfações humanas ainda não realizadas. O grau de elevação desses desejos em nível de exigibilidade, quem os eleva ou os faz parecer dignos e o seu nível de aceitação social, ao menos nesse texto, não está em análise.

Então, que tal deixarmos um pouco de lado a pauta coletiva e falarmos do indivíduo? É que o indivíduo precisa de reforma, urgente.

Os marcos da história demarcam a tentativa do homem de desmascarar Deus ou a sua existência como um ser supremo para além de todo significado racional e humanitário. O homem tinha adquirido a liberdade suprema e a deixou escoar por entre seus dedos quando abriu a mão para o mistério e desconhecimento, antes revelado também, como fonte original disso, o seu interesse pelo fruto proibido, apesar de advertido das suas consequências. O homem (ainda não estamos falando de indivíduo) tinha tudo para ser a mais perfeita criatura de Deus, um ser quase livre em extremo e absoluto campo de liberdade possível até ter surgido o momento de cair em queda.

Hoje, já considerado o homem como indivíduo, vivendo em sociedade e tendo direitos e deveres a cumprir, ainda continua livre de acordo com o que diz a lei, mas agora com consequências imediatas de seus atos. O império da lei é que determina o seu agir. Mas os legisladores são bem outros, ainda não muito bem identificados pelos sistemas democráticos de cada país.

As liberdades irrestritas dos dias de hoje, o globalismo como ordem reinante acima das soberanias e uma das suas vertentes mais nefastas, a relatividade moral, com o consequente esfriamento do sistema legal de fazer cumprir regras, ditadores e legisladores não democráticos, porque ao mesmo tempo não eleitos e nem um pouco suspeitos de seu agir, enfim, tudo isso e muito mais representa um modo de ser e de agir antidemocrático e anti-individualista que coloca o indivíduo em pé de desigualdade com os novos direitos e interesses. Ao menos no modo de exercício de certos direitos, há indicativos de que o indivíduo vai perdendo essa luta, não só pelos meios desonestos, manipuladores e sutis em que ela é propagada, como também pela quantidade de lutadores em pressão do outro lado do grupo coletivo.

Quanto aos legisladores desse atual estado de coisas por assim dizer aceitas, eles não foram eleitos para estarem ali ditando as regras como se fossem representantes. É a intelligentsia, provedora das necessidades mais básicas das camadas sociais mais necessitadas (no seu entender). Ou seja, são os longa manus de um poder de império maior do que a nossa própria vontade manifestada no voto popular ou na democracia representativa.

O que deu errado?

Ciente ou não desse atual estado de coisas, dessas mazelas, o homem é produto não pensante como uma máquina de reproduzir nos domínios do senso comum. Algo que é inerente a um estado de ser irracional repetitivo que é retroalimentado por doações que faz de si próprio.

O homem prefere não emitir juízo algum acerca de qualquer coisa, lamentando e justificando sua conduta omissiva numa certa e suposta compaixão. Ele não quer condenar para não se ver desprezado pelos demais. Ora, essa apologia da compaixão politicamente correta deixa de ser certa quando se sabe que juízos de valor são necessários para se evitar indiferença e, na palavras de Dalrymple, um certo sadismo. Por outro lado, acredito que só num certo viés o juízo de valor parece ser justo, exatamente quando do zelo pela dignidade da pessoa humana. Mesmo o mais bravio dos doentios seres humanos merece ser tratado como tal e não como lixo.

Ainda no politicamente correto, palavras como egoísmo e preconceito perderam o seu caráter léxico por agregar valores morais indevidos. Ayn Rand, em seu ensaio sobre a virtude do egoísmo, o objetizou e deixou isso bem claro ao informar que seu significado é meramente preocupação com nossos próprios interesses. Portanto, deve ficar de fora qualquer dado maldoso nessa palavra. No entanto, a mera pronúncia dela na presença de alguém já induz um certo sentido valorado negativamente.

O homem degradou seu modo de viver e sua cultura. Vivendo a lá John Stuart Mill, conseguiu fazer renascer das cinzas o robótico, seco e sem amor utilitarismo de Bentham para viver de uma fácil equação matemática: PRAZER X DOR. O grande problema é que o estuprador sente prazer mas a criança vítima vai carregar marcas corporais e mentais, e porque não dizer almáticas, indeléveis para o resto de sua vida.

O homem é mimado e ressentido. Mimado porque, em vez de procurar a sua caça, prefere quero, logo tenho direito, que significa o mesmo que quero, logo existo, para exemplificar a era dos direitos de hoje em dia. Por outro lado, o homem ainda ressente-se de que pode algum dia chover ou dar sol quando quer que dê sol ou chova.

O homem ainda vive oprimido, muito embora viva num estado democrático de direito. A difícil solução para a modernidade ou pós modernidade será conciliar dos interesses que parecem antagônicos entre si: a concessão de supostos direitos ou exercício deles com o exercício de outros direitos também louváveis e achados na legislação. Por ser taxado de preconceituoso, homofóbico, machista, sexista, racista, capitalista, quando, na verdade, uma certa ideia preconcebida de coisas (Dalrymple) é um achado valiosíssimo de liberdade de expressão e manifestação de pensamento e de crença com previsão constitucional, alimenta essa expectativa opressora do outro que se diz vitimado.

Certo ceticismo faz parte de cultura desse homem moderno, se comportando com um verdadeiro cego num tiroteio. São tantas as versões de fatos e de ideias que lhe são apresentadas que chega ao colapso mental ao tentar discernir entre o bem e o mal. Estratégia de grupos autoritários e pertencentes a uma classe de ver coisas utópicas, óbvio, com intenção de afrouxar a percepção e, consequentemente, o senso moral.

Esse home era prudente, mas agora resolveu ser progressista, achando que evoluir de qualquer forma é estar alinhado com o presente e com o futuro da humanidade. Afinal de contas, segundo Chesterton, A sua mente tem as mesmas liberdades duvidosas e as mesmas limitações selvagens.1

Hoje, ainda com medo das armas, muito embora já alforriado há tempos, o indivíduo continua sendo escravo de uma entidade difusa (ele não sabe exatamente de quem). Vive e prefere viver no campo, perdeu o caminho de volta para a senzala e não sabe onde fica a casa grande. Como se disse, prefere viver a lá Stuart Mill, desconhecendo a verdadeira face oculta ou ocultada de Karl Marx, porque a escola só ensina o seu lado bonzinho, e o não mais saudoso Antonio Gramsci. Este é quase um desconhecido, porque o pessoal que estuda prefere olhar figuras de armas e cadáveres. São mais interessantes. Por outro lado, se soubesse onde fica a casa grande, ainda assim estaria preferindo ficar na senzala ou no campo, pois a sua miséria íntima já faz parte de seu círculo vicioso de vida.

Essas são as características do indivíduo enquanto ser preso a um estado de coisas miseráveis em “avanço” ao homem em seu estado natural, próprias da modernidade.

Agora, quanto ao homem original, qualificado como O homem eterno, aquele de antes e que se perdeu no tempo, G. K. Chesterton deixou o seu legado literário com um expressivo dizer no sentido de que o homem é um ser diferente dos demais seres, mas ao mesmo tempo estranho em seu próprio mundo, algo raro. Ele alude ao homem da caverna de Platão. Chesterton defende o homem enquanto ser natural para desmistificar especulações convencionais desse ser divino, as que apregoam que tudo começa devagar e suave e vai se desenvolvendo aos poucos. As sombras que eram reproduzidas na caverna partiram da decisão de uma única pessoa: do homem. Assim, todo e qualquer tipo de história deve começar do homem enquanto homem, algo absoluto e só.

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1G. K. Chesterton, O homem eterno. 1ª ed. Ecclesiae: São Paulo, 2014,  p. 40.



Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”



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DE SORRISO E DORES... - Eglê S Machado

De sorriso e dores...


Incansável, insinuante,
Cheia de glória e primores
Passo a vida radiante,
Sorrindo - escondendo dores. 


Eglê S Machado




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domingo, 15 de janeiro de 2017

AO REDOR – Clarice Lispector

Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Ao redor 


Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia.
Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceitado o que não se entende porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada.
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois tememos que as catedrais que nós mesmos construímos, sejam armadilhas.
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: TENS MEDO!
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Temos sorrido em público mais do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.


Enviado por: "Gotas de Crystal" 

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Clarice Lispector (1920-1977) nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920. Filha de família de origem judaica, seu pai Pinkouss e sua mãe Mania Lispector emigraram para o Brasil em março de 1922, para a cidade de Maceió, Alagoas, onde morava Zaina, irmã de sua mãe. Nascida Haia Pinkhasovna Lispector, por iniciativa do seu pai todos mudam de nome e Haia passa a se chamar Clarice.

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MORRE RAMON VANE, AOS 57 ANOS

Morre Ramon Vane, aos 57 anos


O ator bueraremense Ramon Vane, que completaria 58 anos no próximo dia 17, morreu na madrugada deste domingo (15), após ser internado na semana passada no Hospital de Base, vítima de um AVC. A notícia da morte dele foi publicada nas redes sociais pelos amigos do teatro. 

Ramon Vane, advogado, ator, poeta, era uma das figuras ilustres da região sul da Bahia, representava como poucos o artista baiano pelo mundo afora. Em outubro de 2011, ele foi premiado pela interpretação no longa-metragem O homem que não dormia. 

Vane interpretou o personagem Pra Frente Brasil, no filme de Edgar Navarro. A película, que foi rodada em Igatú, na Chapada Diamantina, conta a história de cinco pessoas que, numa mesma noite, sofrem com o mesmo pesadelo. O filme fala de um homem sinistro e a procura por um tesouro (imaginário) como desencadeadores da história.




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RESPEITE MINHA MULHER! - Antonio Nunes de Souza

Respeite minha mulher!


Cidade pequena do interior, todos sabiam que Sheila, mulher do dono da loja Sheila Modas, a melhor do local, era amante do advogado Jorge Silveira, homem inteligente, qualificado na sua profissão, considerado o mais astuto e competente nas suas defesas ou acusações, dependendo de qual lado o contratasse!

Logicamente, todos sabiam dessa aventura amorosa de Sheila com Jorge, somente sendo o desconhecedor o pobre do Luiz Alberto que, cuidando do seu magazine, cotidianamente, nunca percebera essa astuta malandragem da sua mulher e do seu amigo o adv. Jorge. Como os fuxiqueiros de plantão não queriam se envolver na história, a coisa ia passando que, curiosamente, já era considerado um comportamento normal.

Como tudo de errado que fazemos tem os dias contados, para comemorar os dez anos de casados Luiz Alberto resolveu fazer uma festa em sua residência, com muitas bebidas e comidas, completando com um conjunto ao vivo para que houvesse danças e alegrias. A noite, os convidados começaram a chegar, além de toda sociedade, ainda tinha alguns convidados funcionários da loja e seus familiares.

Um Buffet vasto a disposição, além de garçons para acompanhar toda movimentação e servir as mesas das autoridades. Todos comendo, bebendo e, logo em seguida, o conjunto começou a tocar, o casal dançou uma valsa e, assim que terminou, a música popular tomou conta do salão. Os casais se movimentaram e Andrezinho, dono da loja de computação, que já tinha tomado uns bons goles, na animação do álcool, foi tirar Sheila para dançar. Ela sorridente e feliz, aceitou e foram os dois para o salão. Porém, chegando no meio, aproveitando-se da multidão, ele começou a beijar o pescoço de Sheila e meter a língua em seus ouvidos. Ela fez força para se soltar, mas, bêbado como ele estava, ficou agarrando-a pela cintura e, na maior loucura, querendo beijar-lhe a boca. Nesse vexame incrível foi aberta uma roda no salão e Luiz Alberto vendo a movimentação, apenas falou para André: O que é isso meu amigo, você está tonto vá se sentar. Mas, Andrezinho no furor do desejo já excitado, continuou segurando Sheila cada vez mais.

Então foi aí que aconteceu a desgraça! Jorge, ferozmente, levantou-se e, abotoando Andrezinho pelo colarinho do paletó, gritou bem alto: Respeite minha mulher, seu filho da puta! E, ao mesmo tempo, meteu a mão na cara do pobre tarado, que soltou imediatamente a sua presa. Jorge chamou os empregados e amigos e colocaram o Andrezinho para fora aos tapas e ponta pés.
Curioso é que a festa continuou, Luiz Alberto nada falou sobre a atitude de Jorge e, com isso, todos perceberam que já era de conhecimento a traição da sua mulher e que ele segurava a barra em função do amor que sentia por ela.

Jorge foi bastante cumprimentado, por ter defendido a honra da sua amante e, sem nenhuma cerimônia passou o resto da festa dançando com sua querida e bonita Sheila!


Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL


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