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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

SERÁ QUE AGORA, COM 35 ANOS DE ATRASO, OS BRASILEIROS ENTENDERAM O QUE ACONTECEU EM SEU PRÓPRIO PAÍS?

 



Entenderam porque Médici dissolveu o STF?  

Entenderam porque o Dops metia porrada em alguns "jornalistas"?  

Entenderam porque a FAB combateu os guerrilheiros do Araguaia?  

Entenderam porque foi necessário o AI-5?  

Entenderam porque o General Olímpio Mourão Filho chutou o João Goulart?  

Entenderam porque Médici alertou Figueiredo sobre os esquerdistas no poder? ("Em 10 anos eles vão roubar até as prensas da Casa da Moeda...”).  

Entenderam porque Figueiredo disse que iríamos nos arrepender do fim do governo militar, e iríamos sentir saudades dele?  

Entenderam porque a PF prendia os "professorzinhos comunistas", que na faculdade idolatravam Che Guevara?  

Entenderam porque a imprensa e a esquerda Mentiram por anos a fio, martelando nas nossas cabeças que o regime militar foi uma ditadura? (A única ditadura no Brasil foi a de Getúlio Vargas, mas eles corrompem até a história, para servir a seus propósitos).  

Entenderam porque todos os países em que a esquerda toma o poder viram um lugar de fome, desgraça, miséria e genocídio?  

Entenderam porque pessoas normais e instruídas têm tanto nojo de esquerdistas?  

Entenderam porque não se deve ser "isentão"?  

Entenderam porque não se negocia com a esquerda (a esquerda se combate com toda a força!)?

Entenderam porque nos países mais prósperos e desenvolvidos do mundo a esquerda é ridicularizada?  

Entenderam porque em 100 anos de governos de esquerda, mais de 150 milhões de pessoas foram assassinadas por esses fanáticos?  

Entenderam porque as pessoas Fogem de países de esquerda, arriscando suas vidas e deixando tudo para trás?  

Entenderam porque a Alemanha Oriental teve que construir um muro para seus habitantes não fugirem de lá? (Assim como ocorre agora na Coreia do Norte).  

Entenderam porque os cubanos enfrentam os tubarões para fugir daquele inferno?  

Entenderam por que pilotos soviéticos roubavam seus caças MIG para cair fora daquele inferno?  

Entenderam porque toda a África sujeita a regimes de esquerda vive numa horrível e permanente desgraça?  

Entenderam porque, no Camboja, Pol Pot, líder comunista do Khmer Vermelho, matou 100% da população instruída do país?  

Entenderam porque na China a "Revolução Cultural" de Mao Tse Tung também matou Toda a população instruída?  

Entenderam porque o comunismo é o maior mal da história da humanidade?  

Entenderam porque quem não estiver contra a esquerda, estará ajudando seu pior inimigo ?  

Entenderam porque o "isentão", o diplomático, o low profile, o moderado, acabam, sem perceber, dando força para o inimigo?  

Entenderam porque o esquerdismo, em suas inúmeras e disfarçadas vertentes (progressismo, integralismo, comunismo, socialismo, social-democracia, bolivarianismo, globalismo, multiculturalismo, etc.) é o pior mal da História?  

Entenderam porque não podemos medir esforços para Extirpar essa desgraça, ou então essa desgraça acaba com a família, o país, a soberania, a cultura, o patriotismo, a liberdade e a dignidade humana?

Entendam de uma vez por todas que o esquerdismo do século XXI é mascarado de democracia... Quanto mais comunistas, mais eles usam a palavra democracia... basta ver como se intitula a  “República Popular Democrática da Coreia do Norte”.

É PRECISO ACORDAR, BRASIL! OU VAMOS SER DOMINADOS PELO COMUNISMO DE VEZ .


(Recebi via Whats – autor não mencionado)

* * *

Olha como a praia de Boa Viagem amanheceu enlouquecendo Lulu

domingo, 14 de agosto de 2022

DIA DOS PAIS 2022

 


Meu Pai


Você vem...

Fatigado do labor,

Sempre o Amigo Perfeito!

Seu olhar impõe respeito,

Desfaz tristeza e temor.


Você Age...

Motiva, comove, atrai,

Insufla Paz, segurança,

Seu amor que não se esvai

Estimula-me a Esperança!

Seja em tempos de carência,

De turbulência ou bonança,

Da minha vida a essência

É a sua Vida, PAPAI!


Eglê S Machado

* * *

PERIPÉCIA DE JORGE AMADO – Cyro de Mattos



Peripécia de Jorge Amado

Cyro de Mattos *


Eu te louvo pelos oprimidos

nos subterrâneos da liberdade,

teu pulso erguido com amor

fale da seiva de servos,

calo sem orvalho na trama

do ouro vegetal com rifle na curva.

Teu verde galope sem sono,

na seara vermelha tua face

carregando sede e fome,

o olho do sol crepitando

céu de fogo na aurora,

fósforo aceso no crepúsculo.

Teu riso leonino fendido

com os capitães da areia,

esse trauma de ladeiras

e ruas do mundo sem teto

manchado na hora da ciranda.

Numa tenda dos milagres

toda a Bahia mestiça cabendo,

no sumiço de uma santa

a arte incrível de um feiticeiro. 

Eu te louvo no peito lírico,

a garra de Teresa Batista,

fome de Dona Flor, agreste Tieta,

rosa de Gabriela, cravo de Nacib.

Quem te fez pastor da noite,

Vasco Moscoso, flor do povo,

Pedro Bala, amado guerreiro,

boêmio, malandro, meretriz, violeiro,

guardador de chaves africanas,

verdade absoluta em Pedro Arcanjo,

duas mortes de Quincas Berro Dágua,

gargalhada da Bahia ao infinito?

Ó meu capitão de longo curso,

para te louvar com aplausos,

risos grandes e muitos vivas, 

 tua cidade de mares e santos

amanhece repetida de foguetes,

de estrelas e atabaques anoitece,

nos terreiros orixás estão descendo.

 


*Cyro de MattosEscritor e poeta, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Sul da Bahia). Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna.

* * * 

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

CAETANO

Antônio baracho


Eu vi o Caetano

Namorando na Rua Rio de São Pedro

e saindo do Teatro Vila Velha,

tagarelando com os amigos.

Vi, naturalmente, andando, no Campo Grande, 

sorridente, buscando alçar voos, sonhando,

imaginando a "Cidade Maravilhosa".

 

Me deparei indo para o Largo dos Aflitos

com uma Mochila na mão.

Era o Caetano sem cruzar

a Avenida São João,

Das serestas na areia alva

da Lagoa do Abaeté,

do tempo do lançamento

de "procissão",

sem terno e gravata,

e de uma plateia

com os "Novos Baianos".

 

Tudo era simples:

As árvores do Vale do Canela,

o Bairro da Graça, 

os carnavais,

o trio elétrico,

as canções de Elis Regina,

 

O Show,

O palco, as fãs, 

E Caetano Veloso.


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 Antônio Baracho, Poeta Psicólogo.

Membro da Academia Grapiúna de Letras- AGRAL e ao Clube do Poeta Sul da Bahia.

Tel. (73) 98801-1224 / 99102-7937

E-mail: antoniobaracho@hotmail.com


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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

10 DE AGOSTO –Dia de Jorge Amado

Cacau 

No sul da Bahia cacau é o único nome que soa bem. As roças são belas quando carregadas de frutos amarelos. Todo princípio de ano os coronéis olham o horizonte e fazem as previsões sobre o tempo e sobre a safra. E veem então as empreitadas com trabalhadores. A empreitada, espécie de contrato para colheita de uma roça, faz-se em geral com os trabalhadores, que, casados, possuem mulher e filhos. Eles se obrigam a colher toda uma roça e podem alugar trabalhadores para ajudá-los. Outros trabalhadores, aqueles que são sozinhos, ficam no serviço avulso. Trabalham por dia e trabalham em tudo. Na derruba, na juntagem no cocho e nas barcaças. Esses formavam uma grande maioria. Tínhamos três mil e quinhentos por dia de trabalho, mas nos bons tempos chegaram a pagar cinco mil-réis.

Partíamos pela manhã com as compridas varas, no alto das quais uma pequena foice brilhava ao sol. E nos internávamos cacauais adentro para a colheita. Na roça que fora de João Evangelista, uma das melhores da fazenda, trabalhava um grupo grande. Eu, Honório, Nilo, Valentim e uns seis mais, colhíamos. Magnólia, a velha Júlia, Simeão, Rita, João Grilo e outros juntavam e partiam os cocos. Ficavam aqueles montes de caroços brancos de onde o mel escorria. Nós da colheita nos afastávamos uns dos outros e mal trocávamos algumas palavras. Os da juntagem conversavam e riam. A tropa de cacau mole chegava e enchia os cacauais. O cacau era levado para o cocho para os três dias de fermento. Nós tínhamos que dançar sobre os caroços pegajosos e o mel aderia aos nossos pés. Mel que resistia aos banhos e ao sabão massa. Depois, livre do mel, o cacau secava ao sol, estendido nas barcaças. Ali também dançávamos sobre ele e cantávamos. Os nossos pés ficavam espalhados, os dedos abertos. No fim de oito dias os caroços de cacau estavam negros e cheiravam a chocolate. Antônio Barriguinha, então, conduzia sacos e mais sacos para Pirangi, tropas de quarenta e cinquenta burros. A maioria dos alugados e empreiteiros só conhecia do chocolate aquele cheiro parecido que o cacau tem.

Quando chegavam ao meio-dia (o sol fazia de relógio), nós parávamos o trabalho e nos reuníamos ao pessoal da juntagem para a refeição. Comíamos o pedaço de carne seca e o feijão cozido desde pela manhã e a garrafa de cachaça corria de mão em mão.

Estalava-se a língua, e cuspia-se um cuspe grosso. Ficávamos conversando sem ligar para as cobras que passavam, produzindo ruídos estranhos nas folhas secas que tapetavam completamente o solo. Valentim sabia histórias engraçadas, e contava para a gente. Velho de mais de setenta anos, trabalhava como poucos e bebia como ninguém. Interpretava a Bíblia a seu modo, inteiramente diverso dos católicos e protestantes. Um dia contou-nos o capítulo de Caim e Abel:

- Vosmecês não sabe? Pois tá nos livros.

- Conte, véio.

- Deus deu de herança e Caim e Abel uma roça de cacau pra eles dividirem. Caim que era home mau, dividiu a fazenda em três pedaços. E disse a Abel: esse primeiro pedaço é meu. Esse do meio meu e seu. O último, meu também. Abel respondeu: não faça isso meu irmãozinho, que é uma dor do coração... Caim riu: ah! é uma dor do coração? Pois então tome. Puxou do revólver e - pum - matou Abel com um tiro só. Isso já foi há muitos anos...

- Caim deve ser avô de Mané Frajelo.

- Anda. A avó de Mané Frajelo era rapariga no Pontal.

- Você sabe, Honório?

- Sei. A mãe morreu de fome quando não pôde mais trepar com home. O fio nem aí...

- Miserave.

- Mas ele tinha vergonha da mãe.

- Mãe dele...


(Cacau, 1933.)

https://www.academia.org.br/academicos/jorge-amado/textos-escolhidos

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Jorge Amado - Quinto ocupante da Cadeira 23, eleito em 6 de abril de 1961, na sucessão de Otávio Mangabeira e recebido pelo Acadêmico Raimundo Magalhães Júnior em 17 de julho de 1961. Recebeu os Acadêmicos Adonias Filho e Dias Gomes.

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