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sábado, 17 de março de 2018

MUNDO REAL – Continho de Cyro de Mattos


Continho de Cyro de Mattos


          - Você soube o que aconteceu ontem na rua do comércio?

          - Não faço ideia.

          -Tiroteio da polícia com os traficantes.

          - De dia?

          - Pela tarde.  Resultado, três bandidos mortos, um policial assassinado, uma mulher grávida  que passava no passeio tombou morta com um tiro na barriga.

          - Ninguém sabe  até onde vamos parar com essa onda de violência...

          - Ninguém está seguro.

          - Assalto a banco, bala perdida matando gente, latrocínio, estupro de padrasto em enteada de um ano, explosão de caixa eletrônica, político corrupto roubando milhões dos cofres públicos e do povo, aluno esmurrando a professora e por aí vai.

          - Você sai vivo de casa e pode voltar morto.

          -  Todo mundo se queixa de tudo,   mas ninguém respeita a vida.
  
          O magro fica  em silêncio. O gordo cabisbaixo.
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Cyro de Mattos,  escritor e poeta. Primeiro Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna. Autor premiado no Brasil, Portugal, Itália e México.

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GENTE INVISÍVEL - Luiz Caversan.


"Depois de uma certa idade, a mulher se torna invisível".

A revelação, feita mais em tom de chacota do que de desabafo, é de uma amiga querida, para quem, a partir dos 40 ou dos 50, ou quando deixa de exibir certo atributos "indispensáveis" pelos padrões convencionais de beleza, a mulher torna-se invisível. 

"Alguns homens, mesmo maduros, e certas jovens parecem esquizofrênicos, olham através da gente como se não existíssemos".

É feia esta amiga? Não acho.

Mas minha opinião não importa, diz ela: pelos padrões "oficiais", e assim como milhares de outras pessoas normais, ela deixou de fazer parte da paisagem para determinado tipo de olhar, garante.

Talvez minha amiga exagere um pouco, mas faz muito sentido o que ela diz. Porque também são invisíveis para quem não quer ver os idosos, as crianças remelentas abandonadas nas esquinas, os moradores de rua, os pedintes em geral, os desvalidos que abundam nesta e em tantas outras cidades.

Seres inconstatáveis que talvez só se convertam em realidade para os funcionários da limpeza pública que vez ou outra passam recolhendo seus andrajos e jogando água e desinfetante com um caminhão pipa para expulsar as suas inconveniências.

Pensando bem, há outras categorias de invisíveis, entre as quais os deficientes físicos, as crianças com problemas de desenvolvimento mental, os pobres, os pardos e os diferentes em geral, aqueles que, diante da parvoíce que assola nossos tempos modernos, teimam em existir.

Apesar de todas as evidências...

Luiz Caversan é jornalista e consultor



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sexta-feira, 16 de março de 2018

GRAMÁTICA FEMINISTA: “PERIGO MORTAL” PARA A CULTURA


14 de Março de 2018
Clique sobre a foto, para vê-la no tamanho original
Academia Francesa, fundada por Richelieu (1635), sob o reinado de Luís XIII

A Academia Francesa repudiou como bárbara a “linguagem igualitária” ou “linguagem inclusiva”, novo campo de batalha das feministas. Para os brasileiros terem uma ideia do que isso significa, imagine-se um exemplo na nossa língua: ao invés de usar a expressão consagrada “dar nome aos bois”, seria preciso acrescentar “… e às vacas”. Os “imortais” da Academia alertaram que “diante dessa aberração inclusiva, a língua francesa se encontra em perigo mortal”. Políticos e intelectuais de esquerda tentam incluir essa linguagem na requintada língua francesa. A resistência do público é ferrenha e majoritária. A escritora Catherine Millet explicou: “Tentei pronunciar algumas palavras, e é infernal”. O ministro da Educação alega que “fragmenta as palavras” e “machuca a língua”.


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MEU JARDIM - Cyro de Mattos


Meu jardim


Ontem o girassol
brilhou de sol a sol.
Hoje a borboleta
brincou com a violeta
e a operosa abelha
beijou a rosa vermelha.

Amanhã a magnólia
vai contar a história
do Reizim Valentim
e seu cavalo Bandolim.
Coisas coloridas assim
acontecem em meu jardim.

Cyro de Mattos 
Baiano de Itabuna. Escritor e poeta, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Sul da Bahia). Membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, Pen Clube do Brasil, Academia de Letras de Ilhéus e Academia de Letras de Itabuna.

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DIOGO DEIXA MUITAS SAUDADES! - Antonio Nunes de Souza


Diogo  deixa muitas saudades!


Infelizmente, nem todos que atravessam essa vida dada por Deus, deixam marcas de suas passagens pelo nosso planeta! Muitos por que não se preocuparam, outros tantos porque não encontraram razões e, na maioria por falta de oportunidades e competências!

Mas, no meio de todos esses, existem e existiram uma porção que, graças a Deus, lutaram bravamente e alcançaram os louros do sucesso, os reconhecimentos de todas as vertentes sociais e, complementando, fazendo um trabalho honroso na área da educação!

Nosso querido e estimado DIOGO CALDAS foi um dos vencedores nos seus projetos e trabalhos, carregando uma bandeira e bastão de um arauto oficial dos acontecimentos sociais de toda região cacaueira, principalmente em Itabuna!

Ele, juntamente com outros colunistas, cuidava criteriosamente e qualificadamente de levar para os jornais e revistas, todos os minuciosos acontecimentos dos eventos sociais, usando de uma categoria literária, que, facilmente quem lia suas colunas, sentiam-se deliciando os fatos e comestíveis que ele, com categoria, abarrotava de minúsculos detalhes!

Conhecedor e estudioso da moda, fazia a festa com os vestidos das suas preferenciais elegantes, promovendo uma série de outras que emergiam no Top social, tudo isso sem contar os grandes desfiles de moda que ele, prodigamente promovia durante o ano nas diversas estações!

Certamente, será sempre lembrado com carinho, pois a sua maneira gentil e educada de tratar as pessoas, deixou marcado em todos nós, como ele foi alguém que veio e dedicou sua vida a dar vida aos fatos, atos e acontecimentos da sociedade!

Onde você estiver, meu querido DIOGO CALDAS “Flavius”, pode ter a certeza que sempre será lembrado e que estamos sentindo a sua doce e marcante presença!

Antonio Nunes de Souza, escritor
Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

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quinta-feira, 15 de março de 2018

A JORNALISTA SONIA ZAGHETTO ESCREVE SOBRE A ENTREVISTA DE LULA, DEPOIS DO SEU DEPOIMENTO


6 Março, 2016
Assisti ao discurso do ex-presidente Lula da forma o mais isenta possível e mente aberta. Obviamente não esperei grandes mudanças, mas imaginei que haveria um pouco de autocontrole como demonstração de inteligência.

Aguardei alguma demonstração de contenção, se não por gestão de imagem, mas como medida destinada a não aumentar a grande fogueira dos ódios deste país.

Imaginei que, dado o momento inédito em sua vida, manifestaria algum respeito aos milhões de brasileiros cujas mentes não se curvam à retórica barata. Em vão: palavras vazias, em uma fala recheada de clichês e tolices, plena de auto louvação, piadas grosseiras, delírios narcisistas e frases piegas que comoveriam apenas pré-adolescentes ou amigos encharcados de boa vontade.

Houve, ainda, uma revisita a dois clássicos: a velha estratégia vitimista sobre a perseguição movida pelas elites por ser o redentor dos pobres; e o desejo sádico de alimentar um pouco mais o ódio que hoje divide seus compatriotas. Observei-lhe o rosto contorcido, a expressão raivosa, a incapacidade de se reconhecer como cidadão comum, submetido às leis do país. E entendi: Lula hoje acredita piamente na imagem que ele e seus aduladores criaram. Para ele, é inadmissível que seja investigado, ou conduzido a depor: trata-se de falta de respeito. Logo ele, tão grandioso, dotado de tal inteligência que chega a mencionar com desprezo os que dedicam longos anos ao estudo.

Atrás dele, uma multidão aplaudia, mesmerizada. E me veio à memória uma história que se conta sobre Júlio Cesar. Ao entrar triunfante em Roma, quase semideus em sua dourada carruagem, trazia consigo um escravo que o prevenia contra os excessos da vaidade, lembrando-o, de tempos em tempos: "Memento mori!" (Lembra-te que és mortal!).

É uma pena que Lula não tenha entre os seus quem o alerte para os excessos intoxicantes da vaidade que cega.

É uma pena que Lula ame apenas a si mesmo e não ao país, transformando uma parte significativa de nossa população em inimigos sobre quem açula seus cães.

É uma pena que ninguém lhe diga, francamente, que o rei está nu - que sua habilidade de comunicação só funciona para dois segmentos: os que se renderam a essa nova forma de fanatismo criada por seu partido; e a parcela da população cuja ausência de educação é louvada como vantagem e não como vergonha.

Despido de riquezas morais, passará à história como fanfarrão histriônico.
Órfão de qualidades éticas, não consegue reconhecer que ultrapassou todos os limites.

Desabituado à reflexão, não vê além dos limites das necessidades básicas.

Embriagado pela bajulação, não consegue ver nas críticas de milhões de brasileiros a advertência severa para seus excessos.

Tudo isso, Lula já havia demonstrado sobejamente em ocasiões anteriores. Hoje apenas reafirmou, em rede nacional, que desconhece o significado da palavra grandeza.



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DOM CESLAU STANULA - O Sínodo


06/03/2018
Depois do Concílio Vaticano II foi introduzido na Igreja frequentemente o Sínodo

Mas o que é o Sínodo?

A palavra “sínodo” vem de duas palavras gregas: “syn”, que significa “juntos”, e “hodos”, que significa “estrada ou caminho”. Logo, o Sínodo dos Bispos pode ser definido como uma reunião do episcopado da Igreja Católica com o Papa para discutir algum assunto especial, procurar novos caminhos da missão e auxiliar o Papa no governo da Igreja.

O Sínodo dos Bispos foi instituído pelo Papa Paulo VI em 1965. Desde então, foram realizadas 25 Assembleias Sinodais.

O Sínodo, segundo definiu o próprio Papa Paulo VI é uma instituição eclesiástica, sensível aos  sinais dos tempos para os interpretar e descobrir os desígnios divinos por onde deve caminhar a Igreja Católica após o Concílio Vaticano II.

Também foi instituído para estreitar a união entre os bispos do mundo e a sua colaboração com a Sé Apostólica.  O Sínodo não produz o documento. Apresenta a colaboração, propostas dos bispos do mundo sobre um determinado assunto, dos quais o Papa escreve o documento chamado Exortação Apostólica.

Por exemplo, tivemos já o Sínodo sobre a Família, sobre os Sacerdotes, sobre os Bispos etc., e o último, foi de novo sobre a Família, que resultou a Exortação Apostólica: Amoris Laetitia, sobre o amor na Família.

Com a minha oração e a benção. Uma boa e repousante noite.
Dom Ceslau

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07/03/2018

A Igreja sempre acompanha a realidade dos povos. Além dos Concílios Ecumênicos e Sínodos organiza as Conferências em determinadas regiões do mundo com a intenção de iluminar o povo, de uma determinada região com a luz do Evangelho.

Na América Latina, cada dez anos se realiza a Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe para tratar dos assuntos ligados com a realidade concreta do continente. As cinco conferências já realizadas marcaram a Igreja da América Latina, dando-lhe o rosto muito próprio e bem definido.

A título de esclarecimento: a conferência leva o nome do lugar onde foi realizada. Por exemplo: Rio de Janeiro, Aparecida. Medelin...

Outro dado importante: só as nossas Conferência da América Latina produzem o documento doutrinário , que logo após aprovação do Papa, entra como documento oficial do ensino da Igreja. Não como os sínodos, onde os padres sinodais mandam as propostas sinodais para o Papa e ele elabora o documento. É um dado muito importante. (A continuação conheceremos estas conferências).

Com a oração e a benção em Cristo Jesus. Desejo uma repousante noite.
Dom Ceslau
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08/03/2018

A primeira Conferência Latino Americana realizou-se no Rio de Janeiro em 1955. Hoje pouco se fala dela até está  desconhecida. Foi ainda antes do Concilio Vaticano II.  A principal preocupação da Conferencia foi a Igreja em si, a defesa da fé, escassez dos sacerdotes, ignorância religiosa etc. O diálogo com o mundo de fora praticamente não aparece. Não havia muita preocupação com o social, a não ser só algumas constatações como a desigualdade entre os pobres e ricos, a importância da doutrina social da Igreja e o papel especial e insubstituível do laicato católico.

A questão indígena foi tocada, mas no sentido como incorporar o indígena, com honra, no seio da verdadeira civilização. O índio visto como ser primitivo! A decisão mais importante dessa conferência foi o pedido dirigido ao Papa Pio XII para se criar um organismo que pudesse unir mais as forças da Igreja na América Latina. É aí que surgiu a ideia do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano). O Papa aceitou a proposta e aprovou o pedido  em 1955.

Com a minha oração e a benção em Jesus, Uma boa e tranquila noite.
Dom Ceslau.
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09/03/2018

A segunda Conferência-Geral do Episcopado Latino-Americano realizou-se em Medellín (Colômbia) em 1968.
Essa conferência deu-nos 16 documentos. Praticamente constitui uma releitura do Vaticano II para a América Latina e o Caribe. Eis em poucas palavras o espírito da Conferência:
No primeiro documento sobre a Justiça, já encontramos a palavra-chave que marcará Medellín: a libertação. Jesus veio para nos libertar de todas as injustiças como fome, violência, a opressão... Numa palavra da injustiça que tem a sua origem no egoísmo humano.

A visão do mundo pelo Vaticano II foi uma visão otimista, e a palavra-chave era desenvolvimento. Em Medellín, a teologia do desenvolvimento e da promoção humana cede lugar à teologia e pastoral da libertação.

É a descoberta do submundo dos pobres, dos países pobres, que é a maioria da humanidade, e pobres devido a uma situação de dependência opressora, gera injustiça. Não teremos um continente novo sem novas e renovadas estruturas, e, sobretudo não haverá continente novo sem homens novos que, à luz do Evangelho, saibam ser verdadeiramente livres e responsáveis (Med 1,3).

O ponto alto da pastoral libertadora da Igreja encontra-se na clara e profética opção preferencial pelos pobres. É uma opção pelo “ser mais” e não pelo “ter mais”. Os documentos mais marcantes de Medellín são: Justiça, Paz, Pobreza da Igreja.

Com a minha benção e oração. Boa noite.
Dom Ceslau.

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12/03/2018

A terceira Conferência-Geral do Episcopado Latino-Americano realizou-se em Puebla de Los Angeles (México) em 1979. A base de toda a reflexão foi a Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” - (Sobre a evangelização dos povos) do Beato Papa Paulo VI de 1975.

Foi a releitura do documento para a América Latina com o tema a evangelização no presente e no futuro da  América Latina. A pregunta chave foi: qual o mundo que a Igreja deve evangelizar? - Com que mundo a Igreja, em nome do evangelho, se deve comprometer?  Em outras palavras, como atuar pastoralmente na América Latina em total fidelidade ao Evangelho? Quais as opções pastorais fundamentais tomar para que o Evangelho seja um acontecimento atual e presente com toda a sua vitalidade e força original?

Na época em que se realizava Puebla, o mais urgente desafio era a defesa da dignidade da pessoa humana, a proclamação dos direitos fundamentais da pessoa humana na América Latina, à luz de Jesus Cristo. Estes direitos, na época foram violados, devido a reinante ideologia da segurança nacional. Por isso, surgiu a necessidade de uma evangelização em comunhão e participação de todos para que o ser humano possa ser mais humano, à luz de Jesus Cristo. (Continuaremos).

Com a benção e oração. Um sono tranquilo com os Anjos vigilantes.
Dom Ceslau.
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13/03/2015

Continuando o conhecimento dos Documentos emanados da Igreja da América Latina, vejamos ainda outro pensamento do Puebla. A parte mais importante do documento de Puebla é a IV Parte, em que, além da opção preferencial pelos pobres, pelos jovens e da ação da Igreja junto aos construtores da sociedade pluralista na América Latina, trata de modo muito especial dos direitos fundamentais do ser humano, direitos individuais, sociais e também alguns de índole internacional.

Em toda a reflexão pastoral de Puebla, busca-se a comunhão e a participação na Igreja e na sociedade para se chegar à verdadeira e autêntica libertação.

O modelo da ação evangelizadora para Puebla são as comunidades eclesiais de base. A nova responsabilidade da América Latina agora é o aprofundamento da fé. Fé mais operativa, sobretudo por meio da família, da juventude, das comunidades eclesiais de base, sempre animadas pela mentalidade missionária e diálogo permanente com as culturas vivas do continente.

Uma noite abençoada e tranquila. Com a benção e oração.
Dom Ceslau

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14/03/2018

A IV Conferência-Geral Latino-Americana realizou-se em Santo Domingo (República Dominicana) em 1992.

Se em Medellín a palavra-chave era libertação, em Puebla, comunhão e participação, em Santo Domingo foi a inculturação.
Santo Domingo dá atenção especial à promoção humana, a pedido do próprio Papa João Paulo II, devido à necessidade de todos se sentirem e agirem como “gente”.

Para que haja uma autêntica promoção humana, é preciso ter em conta as diferentes culturas presentes na América Latina e no Caribe. Nas diferentes culturas latino-americanas e caribenhas começa a impor-se nova cultura. É a cultura presente nos meios de comunicação social, na mentalidade fortemente reinante no espírito urbano-industrial, e que perpassa todas as camadas da sociedade. Tal cultura não é fácil de definir, mas caracteriza-se por um espírito técnico-científico.

É um espírito calculista, explorador dos recursos da natureza, e que, ligado à funcionalidade das pessoas no atual mundo urbano, desumaniza e despersonaliza as criaturas humanas, tornando-as meros robôs.

É um espírito secularista, sem nenhum referencial ao transcendental, criando uma cultura de morte no mundo contemporâneo.

Com a abundante benção de Deus de amor e a minha humilde oração. Uma boa e repousante noite.
Dom Ceslau.
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Dom Ceslau Stanula – Bispo Emérito da Diocese de Itabuna-BA, escritor, Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL.

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